Ofensiva Israelense em Gaza, para o Expositor Cristão

Expositor Cristão

Todos/as nós fomos sensibilizados/as nos últimos dias com as imagens e os números alarmantes da recente ofensiva militar israelense ao território palestino de Gaza. As imagens dos bombardeios e das vítimas assustaram a todos, sendo veiculadas principalmente nas redes sociais. Os números também surpreendem, tendo em vista que os dados oficiais, até o momento, contabilizam mais de 70% das vítimas como civis e um terço de crianças e adolescentes.

A situação do conflito não é nova, mas alguns pontos devem ser observados para entender tamanha escalada de violência. Com a criação do Estado de Israel, em 1948 e com as guerras que se seguiram, o plano original de criação de dois estados na região (Israel e Palestina) não foi cumprido. A maior parte população palestina, foi deslocada para dois territórios que até hoje seguem sob o controle do exército e do governo israelense, trata-se da Cisjordânia e da faixa de Gaza. Esta ocupação já dura mais de 45 anos, sem permitir o desenvolvimento de um Estado Palestino e de uma perspectiva de paz duradoura na região. 

A situação de Gaza é ainda mais complicada. Com a densidade demográfica mais alta do mundo, cerca de 4.700 habitantes por quilometro quadrado, a região de Gaza conta 1.5 milhão de refugiados, de uma realidade de 1.7 milhão de habitantes. O bloqueio imposto pelo Exército Israelense faz com que a mobilidade seja muito limitada, e toda entrada de alimentos, material de construção e de pessoas, seja controlada por Israel.

Nestes contextos, como temos o exemplo das nossas favelas e periferias brasileiras, se torna mais favorável o desenvolvimento de grupos radicais e armados que tentam restabelecer uma ordem e organizar uma resistência frente à uma realidade dão dura.

O braço armado do Hamas, partido democraticamente eleito para governar Gaza, faz constante ataques à Israel com misseis de curto alcance e baixo impacto. Devido à grande diferença de poder bélico, Israel responde com grandes bombardeios que não fazem diferenciação de alvos civis e militares, como evidenciado na recente ofensiva.

A cada um e cada uma de nós, como cristãos e cristãs distantes geograficamente do conflito, cabem algumas responsabilidades evangélicas. A primeira é de orar pela resolução do conflito, para a manifestação graciosa do Deus da vida, pelo derramar do Espírito de Paz, e por todos aqueles e aquelas que lutam pela justa paz na região. E devemos dar mais um passo, reconhecer a necessidade de tomarmos ações praticas para uma solução final deste conflito. Muitas vezes, influenciados por uma teologia antievangélica e irresponsável, que coloca o Estado Moderno de Israel como o herdeiro do Israel Bíblico e detentor de todas as promessas do Antigo Testamento, contribuímos para a manutenção de um sistema de opressão para os nossos irmãos e irmãs palestinos. Em Cristo, temos a revelação da Boa-Nova, Deus não tem preferidos, somos todos filhos e filhas dEle, sem acepção.

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